sexta-feira, 13 de dezembro de 2013






Seja qual for o relacionamento que atraíste para a tua vida num determinado momento, ele foi o que tu precisavas naquela altura.

Deepak Chopra

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Stop :)



:)


Respirar




"Não preciso de ti para respirar. Preciso de ti, isso sim, para ficar sem respiração." 

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in "O Livro dos Loucos", de Pedro Chagas Freitas

Saudade




Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector

Quando nos Apaixonamos



Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me.

Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte.

Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Amor :)


Amor

"Não existe nenhum disfarce que possa esconder

o amor durante muito tempo onde ele existe,


ou simulá-lo onde ele não existe."


- La Rochefoucauld -



Loucuras


Alimentar o Amor


Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir. Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter. Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte. É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões. 

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar. Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. 

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou. Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros. 

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela. Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar. 


Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Relacionamentos

"O grande drama dos relacionamentos, passa pelo facto dos dois estarem a experienciar Níveis diferentes e por isso a viver emoções diferentes assim como o grau de consciência que cada um já conquistou dentro de si. Daí tanto desencontro, tanto mal entendido e tanta frustração quando sentimos que de ninguém nos entende. E realmente não entendem.

O processo de evolução Espiritual é altamente profundo e solitário. Ninguém nos deve nada, nem nós devemos nada a ninguém. É muito curioso observar como a Vida mostra sempre o Caminho, mas é a nossa recusa em caminhar por ele, que nos trás o sofrimento.

Quantos casais ficaram juntos só porque estavam casados, porque tinham filhos, porque não tinham coragem de enfrentar o mundo e mudar, porque não queriam admitir o “fracasso social ” que ainda é o divórcio, e por tantas outras razões, como a eterna esperança de que o dia de amanhã seja melhor do que o de hoje. Também se sabe que, depois de ultrapassados os momentos mais tensos de um divórcio, ambos descobrem que foi o melhor que podiam ter feito. Que a um nível Kármico e profundo, as aprendizagens com aquela Alma já foram feitas.

Que ficar ali seria impedir o acesso a tantas outras experiências maravilhosas que nos iriam fazer crescer mais e que aquela resistência à mudança iria ser apenas uma morte lenta."

Extraído do livro: Regressão a vidas passadas de Vera Luz.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Medos





«Nunca devemos amar em silêncio...Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades.»


Miguel Sousa Tavares